Fiquei pensando no que aconteceu com Cameron Crowe para fazer um filme como “Tudo Acontece em Elizabethtown” (Elizabethtown,EUA,2005), que nunca foi um grande diretor, mas fez coisas divertidas como A Grande Virada, e Quase Famosos.
Elizabethtown é um filme ruim. Ponto. Mas ás vezes a gente gosta de filmes ruins, por que tem bom roteiro, boas atuações ou nos remetem a situações das nossas vidas, quando rimos etc. Mas eu particularmente não gostei do filme, que conta a história de Drew Baylor (Orlando Bloom), que vê sua vida profissional afundar após o enorme fracasso de um importante projeto o qual ele estava há anos envolvido em uma fábrica de tênis e outros artigos esportivos. Pensa em se matar quando recebe a notícia da morte de seu pai, e de que terá que voltar para sua cidade natal (ELizabethtown do título) e lidar com suas lembranças, sua família, enfim, sua história. Na viagem de ida conhece a aeromoça Claire (Kirsten Dunst)
Quem espera, pelo argumento parecido, encontrar algo como Hora de Voltar, prepare-se, pois este aqui é bem inferior.
É impressionante como as coisas não funcionam no filme. Não se vê apego de Drew a sua historia, nem com o decorrer do filme, muito menos com seu pai, ou pelo menos algum que justifique o final. Nem o romance mostra química, pois a personagem de Kirsten Dunst é antipática e irritante logo no início do filme, e nada acontece para que isso se resolva depois.
No meio desse engodo ainda está Susan Sarandon como a viúva que protagoniza uma das cenas mais ridículas que já vi, a qual num palco, numa cerimônia de homenagem póstuma, faz praticamente um show de calouros, cantando, dançando e falando sobre como sentiu o órgão sexual de um conhecido ao receber condolências. Patético.
O filme pode agradar a várias pessoas, mas particularmente eu só via a horas das luzes se acenderem, pois quando pensamos que o filme acaba, ainda temos que ver um punhado de cenas desnecessárias, para tentar nos emocionar, e claro, mostrar o “happy end”.
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