Na Natureza Selvagem

Em um dos últimos dias de atividade dos Cinemas 1, 2 e 3, fui assistir ao último filme de Sean Pean na direção, na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007).

Pelo trailer, eu não esperava muita coisa desse filme, que o vendia como a história de um rebelde sem causa querendo se aventurar sozinho e sem dinheiro por bonitas paisagens dos Estados Unidos. Algumas críticas que eu li, de pessoas que parecem que só enxergaram o filme dessa forma, não me empolgaram muito, mas a opinião da Luzia Miranda Álvares apontando como um bom programa, e diante das poucas opções de cinema, me fez repensar.

O início do filme não mudou a impressão que eu tinha anteriormente, mas o desenrolar da história sim, pois esse é aquele tipo de filme que vai te conquistando aos poucos, e que ecoa na cabeça após o término da projeção. A história do jovem de 23 anos Christopher McCandless, recém-formado que abandona tudo para viajar pelos Estados Unidos no começo da década de 90, sem dar nenhuma notícia ou satisfação para sua família, vai ganhando um outro contorno e outros significados quando pontualmente nos é apresentado, em flashbacks e com a narração de sua irmã, o contexto familiar no qual os dois foram criados, mostrando os conflitos entre os pais e os filhos. Todos os acontecimentos mostrados no filme, todas as pessoas que Christopher conhece e o modo como se relaciona com elas têm um elo muito forte com o contexto familiar dele.

Os pais são interpretados por William Hurt e Márcia Gay Harden, que pouco aparecem mas trabalham muito bem, com destaque para Hurt, que protagoniza uma linda cena no final do filme, na rua, muito bem dirigida por Pean.

Destaque também Hemile Hirsch, que mostra competência ao interpretar o protagonista, que dispensou dublês e perdeu 18 kilos.

O final me tocou muito, principalmente quando lembrei que a história é real. Vale a pena.

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